
Fomos procurados nesta semana por familiares do homem preso em Salto pela GCM.
Ele era procurado desde 2018, quando foi condenado pelo homicídio que cometeu em 2006, em Elias Fausto.
“Boa noite, então eu gostaria de compartilhar um outro lado da história sobre o caso de Elias Fausto em 2006.
Tenho acompanhado os comentários em sua postagem e vi muitas pessoas comentando qualquer coisa, sem de fato saber da história”.
A pessoa que nos contatou diz: “A família queria compartilhar um pouco sobre o ocorrido”.
“Pensamos muito bem antes de entrar em contato com você do Blog do Nelson Lisboa.
Montamos um texto de acordo com testemunhos “judiciais” que temos.
Vale apenas frisar que não queremos confusões e apenas queremos deixar bem claro as coisas, já que vimos ele recebendo muitos ataques… 🙏🏻
Reveja a matéria que publicamos CLICANDO AQUI.
Vamos ao texto da família:
Com Jesus, a lei do olho por olho cai por terra
“Qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.” — Mateus 5:39
Primeiramente, queremos deixar claro que não está sendo fácil para nós ter que nos posicionar dessa forma.
Essa é uma história do passado que por muitos anos decidimos deixar enterrada e guardada a sete chaves.
Porém, nos últimos dias, temos visto muitas pessoas tentando se aproveitar desse momento para ganhar “mídia” em páginas e blogs de fofocas e notícias.
Não vamos nos calar. Isso não é desrespeito não apenas a algumas pessoas, mas à toda uma família.
Ficamos em silêncio por 19 anos, por medo de retaliações.
Não estamos aqui para prejudicar ou difamar ninguém, mas toda moeda tem dois lados.
Pergunto a você: o que faria se visse seu filho de 12 anos espancado e machucado?
Qual seria sua reação ao saber que seu filho foi agredido por homens e mulheres ADULTOS, por motivos fúteis?
26/08/2006
Imagine que você está em um pesqueiro, num churrasco com suas filhas e esposa.
Seu filho de 12 anos, como todo adolescente, sem interesse em ficar com as irmãs pequenas, pede para ir jogar bola em um ginásio próximo.
Por ser uma cidade pequena, você permite.
Horas depois, seu filho aparece todo machucado, dizendo que foi agredido por seis adultos e um adolescente da mesma idade.
Como pai, você decide ir até o agressor para entender o que realmente aconteceu.
Ao chegar, percebe que não há espaço para conversa. Toda a família já está na calçada, incluindo as mulheres.
Você tenta conversar civilizadamente, mas as vozes se alteram e, de repente, você é recebido com socos e pontapés.
Seu filho grita para que a briga pare, e você recua em respeito a ele, tentando retomar o diálogo.
Mas, de novo, é surpreendido com um copo de vidro quebrado no rosto, ficando ensanguentado e com a visão comprometida.
Antes que possa se recuperar, recebe várias pauladas na cabeça, mas tenta se manter forte pelo seu filho.
Quando parece estar enfraquecido, alguém sai de dentro da casa com uma arma branca e desfere um golpe de faca em sua barriga.
Ao olhar para o lado, vê seu filho novamente sendo agredido. Assustado, com medo de perdê-lo, você age por impulso, pensando apenas em tirá-lo daquela situação.
Mais uma vez reforçamos: não estamos aqui para reabrir feridas do passado, mas também não podemos nos calar em meio a tanta difamação.
Aprendamos constantemente com nossos erros, sem esconder-nos atrás de religiões.
Jesus conduziu essa família até aqui, e temos muito a dizer, porém, optamos por recuar inúmeras vezes.
Um ato de defesa involuntário não define toda a vida de ninguém…
Cada dia é uma nova oportunidade para ser melhor.
Que Deus continue a nos guiar e fortalecer como família.
E que possamos ser exemplo de superação e fé para todos que enfrentam suas próprias batalhas.
Afinal, só o amor de Deus pode transformar dor em esperança, e fé em novos começos.
Atenciosamente Família J”.