Prefeitura pede parcelamento de dívida herdada e teme paralisação da coleta de lixo em Salto

Prefeitura quer parcelar dívida herdada de 2024 com a CSO Ambiental
Prefeitura quer parcelar dívida herdada de 2024 com a CSO Ambiental

Salto sempre se orgulhou de apresentar às autoridades estaduais, municipais e federais o modelo de coleta urbana e gestão de resíduos sólidos.
De fato porque somos referência desde a implantação da Parceria Público-Privada (PPP) há cerca de 10 anos.
No entanto, a situação financeira herdada da gestão passada tem dificultado a manutenção desse serviço.
Tanto que a atual administração afirma que existe uma dívida de aproximadamente R$ 24 milhões com a CSO Ambiental, referente às parcelas de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2024, que ficaram em aberto.
Segundo a Prefeitura, os pagamentos mensais atuais estão sendo feitos em dia, mas o débito antigo ainda não foi quitado.
Então, diante disso, o Executivo enviou à Câmara um projeto de lei solicitando autorização para parcelar o valor e diluir o pagamento ao longo do tempo, evitando impacto imediato nas contas e nos serviços prestados à população, como na coleta do lixo urbano.
A gestão também informou que encontrou outras pendências financeiras, incluindo débitos com a CPFL e fornecedores.
No caso da CPFL, o CNPJ do município chegou a ser protestado em cartório por dívidas não pagas até o fim de 2024.
Além disso, a Prefeitura afirma que não havia previsão orçamentária suficiente para cumprir integralmente o contrato fixo da limpeza urbana em 2025.
O prefeito Geraldo Garcia tem destacado a importância da colaboração da Câmara, que devolveu o prédio do Legislativo e abriu mão de quase R$ 10 milhões para ajudar a aliviar a dívida com a CSO.
A administração espera que o projeto seja aprovado para evitar instabilidade jurídica e financeira, que pode levar à suspensão do contrato e até à paralisação da coleta de lixo e da limpeza urbana.
Procurado pela reportagem, o ex-prefeito Laerte Sonsin Jr afirmou que houve aumento de cerca de 65% no valor mensal do contrato entre 2021 e 2024, passando de R$ 3,1 milhões para R$ 5,1 milhões.
Também segundo ele, esse crescimento impactou fortemente as contas do município e que pediu em 2024, estudo técnico para apurar os custos do serviço e declarou que sempre atuou com responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

Reportagem: Blog do Nelson Lisboa e Portal Fala Édy

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