
Procurado por violência doméstica, homem agora também vai responder por crime ambiental
O que era para ser o cumprimento de um mandado de busca por violência doméstica virou um flagrante de crime contra a natureza nesta terça-feira (2), no bairro Cecap.
Infelizmente o principal suspeito não estava no local, mas a bagagem de crimes que ele deverá responder aumentou.
Durante a operação da Polícia Civil e da Guarda Civil Municipal (GCM), os agentes encontraram uma cena lamentável: um tucano, legítimo representante da nossa fauna silvestre, sendo mantido ilegalmente como “animal de estimação”.
Além disso, como se o cativeiro clandestino não bastasse, a ave estava com as asas cortadas e vivendo em condições insalubres.
Resgate e novo indiciamento
Graças à intervenção das equipes, o tucano foi apreendido com o apoio do Centro de Zoonoses de Salto.
O destino do animal agora é o bem longe dali: ele será encaminhado para o Santuário de Pássaros de São Roque, onde receberá os cuidados necessários para tentar recuperar sua dignidade.
Quanto ao investigado? Bem, ele não foi encontrado para responder pela agressão à mulher, mas agora o “boletim” dele ficou mais pesado.
Além da violência doméstica, ele foi oficialmente indiciado por crime ambiental.
O que diz a lei?
Manter animais silvestres sem autorização não é “hobby”, é crime. Segundo a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), capturar, maltratar, manter em cativeiro ou comercializar qualquer espécie de tucano — ou outro animal da nossa fauna — gera penalidades severas.
Quem desrespeita a vida, seja ela humana ou animal, acaba prestando contas com a lei mais cedo ou mais tarde.
Se você conhece o paradeiro do suspeito ou presenciou maus-tratos a animais, não silencie: denuncie.