Fui falar de jornalismo e vida e sai da EMEB Thereza Spina Zacchi, de Cabreúva, cheio de esperança

Alunos da EMEB Thereza Spina Zacchi de Cabreúva  dão show de conhecimento
Estive na escola de Cabreúva e inteligência e participação dos estudantes foi surpreendente

Minha última semana tem sido de regozijo e felicidade após ter conhecido a turminha da professora Beatriz, na escola em Cabreúva

O jornalismo não permite, mas a oportunidade é válida e, portanto, vamos rasgar as regras simples do bom jornalismo para uma matéria diferente.
Na terça-feira passada tive a chance de estar na Escola Municipal do Ensino Básico de Cabreúva, “Thereza Spina Zacchi” e confesso, sai do local melhor que entrei.
E sai da escola com o coração cheio de esperança e confiante que ali também se pratica uma educação pública gratuita, para crianças carentes (como eu e meus irmãos fomos um dia) e as ajudam a mudar de vida.
Estive na escola a convite da professora Beatriz, do 4º ano. Talvez você não saiba, mas essa saltense vai todos os dias dar aula em Cabréuva, distante 35 km de Salto.
E eu descobri porque ela faz isso com um baita sorriso no rosto: a escola lhe dá oportunidade ser atuante, a direção a apoia e os alunos, ah, os alunos: eles são contagiantes.
Fui falar de jornalismo, da minha história de 30 anos no Jornal Taperá, onde através do saudoso (e querido amigo) Valter Lenzi, pude mudar minha vida e contar milhares de histórias.

Por que eu?

Porque a professora tem debatido jornalismo com as crianças e o desafio delas é simplesmente “reescrever contos infantis com a linguagem jornalística”.
Falei de mim, de jornalismo, do jornal Taperá, do meu trabalho com o jornalismo digital, falei de livros, falei de vida e confesso: ouvi perguntas de crianças de 10 e 11 anos que não ouvi em outros momentos, até mesmo em salas de ensino médio e com outros estudantes universitários.
Perguntas como: “se fosse entrevistar um personagem da literatura infantil, qual seria?”, “qual será a sua manchete falando da nossa escola?”, “o que o jornalismo mudou na sua vida?”, “se não fosse jornalista, seria o que?”.

EMEB Thereza Spina Zacchi
alunos da EMEB Thereza Spina Zacchi continuaram a fazer perguntas mesmo depois do fim da palestra

Depois do pátio fomos para a escola e lá outra bomba atômica de esperança: que alegria ver aquelas crianças lendo corretamente, escrevendo corretamente.
A sala de aula (assim como toda a escola), limpa, sem pichações, sem sujeira no chão, sem bagunça e a galera organizada, focada na prosa comigo.
Quem disse ai que jornalismo não nos propicia momentos bons? Esse foi, com absoluta certeza, um deles.
E teve mais surpresa, uma das professoras da escola também me revelou um segredo: “ela guarda até hoje na sua casa a entrevista que ela me deu quando eu tinha a coluna Fala Galera”.
Terminada a troca de energia com os alunos da professora Beatriz pude tomar um café com ela e a diretora da escola, a Renata Caetana da Silva.
Na sala dos professores, outra alegria: O BOLO FOI FEITO PELA SUELI, MÃE DA PROFESSORA BEATRIZ, UMA DAS AMIGAS MAIS QUERIDAS DE MINHA VIDA ESTUDANTIL, COM QUEM TENHO RELAÇÃO DE CARINHO, RESPEITO E GRATIDÃO ATÉ HOJE.
Se você leu até aqui, por favor, escreva um comentário à Secretaria Municipal da Educação de Cabreúva, enaltecendo o trabalho desenvolvido pela equipe da Thereza Spina Zacchi.
Confesso e posso garantir: É MARAVILHOSO O TRABALHO QUE É FEITO ALI NA ESCOLA, que é bem de periferia da cidade.
Com absoluta certeza, a Escola Municipal “Thereza Spina Zacchi” de Cabreúva transforma vidas pela educação. E permite a jovens de famílias carentes sonharem e a tornarem possível mudar de vida.

EMEB Thereza Spina Zacchi
Diretora Renata e professora Beatriz na hora do café na sala dos professores: dia perfeito

Agora clique e veja um pouco das imagens que fizemos da visita.

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