
Comércio vive mais uma MADRUGADA DE TERROR com arrastão que destruiu instalações e deixou prejuízos; 1 foi preso
Uma madrugada de caos, destruição e impunidade. O comércio de Salto viveu horas de verdadeiro terror entre a noite de ontem e as primeiras horas de hoje.
Em uma ação ousada e sequencial, criminosos promoveram um verdadeiro “arrastão”, invadindo e furtando pelo menos cinco estabelecimentos em diferentes pontos da cidade de Salto.
O rastro de prejuízo começou na Rua 9 de Julho. Em uma ação típica de cinema, os criminosos atacaram pelo alto: romperam o telhado para invadir uma loja e, logo em seguida, arrombaram um comércio de peças infantis.
Então, não satisfeitos em furtar, os bandidos vandalizaram a loja, revirando e destruindo produtos em um claro tom de deboche contra as vítimas.
Uma terceira loja, na Rua Barão do Rio Branco, também teve o prédio danificado e foi invadida.
Frio, chuva e ousadia
Nem o frio intenso ou a chuva forte que caíam por volta das 5h28 da manhã frearam a audácia dos criminosos.
Na Rua Monsenhor Couto, um bandido invadiu um imóvel em obras.
Sendo assim, demonstrando total tranquilidade e frieza, o homem chegou a trocar de roupa no local antes de sair caminhando, carregando tudo o que conseguia levar.
O bandido foi identificado e preso na tarde desta segunda-feira e apresentado ao Plantão Policial.
O arrastão ainda se estendeu para a Rua Floriano Peixoto, onde mais um comerciante amanheceu contabilizando os prejuízos de portas arrombadas.
Veja o vídeo da ação do bandido da Rua Monsenhor Couto
Comerciantes pedem socorro
A sensação de abandono gerou uma onda de revolta entre as vítimas, que clamam por socorro político e policial.
Sob anonimato, uma comerciante desabafou sobre a realidade da segurança local: “É impossível a GCM e a PM atenderem toda a cidade com apenas quatro ou cinco viaturas. Quando uma equipe precisa ir até Itu, Salto fica completamente desprotegida”.
A indignação se transforma em revolta quando o assunto é a impunidade.
Informações que circulam entre as vítimas apontam que o autor de outros 3 furtos havia sido preso três vezes por furtos recentes ao comércio, mas acabou ganhando a liberdade nas audiências de custódia.
“A nossa lei protege quem rouba e pune quem trabalha”, lamentou outra lojista, devastada com o cenário de destruição.
Além disso, até o fechamento desta reportagem, o valor total dos danos e dos produtos levados não havia sido contabilizados.
Por outro lado, a polícia investiga o caso, mas o sentimento que fica nas ruas de Salto é um só: medo e revolta.
Também veja agora a destruição deixada pelo bandido em uma loja da Rua 9 de Julho