
Local que abriu centenas de barracos nas décadas de 1980 e 1990 hoje é um imenso corredor verde nas margens do Rio Jundiaí
De fato, quem passa pela movimentada Rua Japão e ponte do Rio Jundiaí, no Jardim das Nações, dificilmente imagina que, sob a copa densa das árvores que formam uma verdadeira muralha verde, já existiram centenas de moradias precárias.
Há mais de 30 anos, o cenário era de extrema vulnerabilidade social e degradação ambiental.
Mas hoje, décadas após a desocupação, a natureza operou um milagre silencioso de regeneração urbana, convertendo a antiga favela em um exuberante fragmento florestal.
No entanto, o renascimento dessa ‘floresta espontânea’ esbarra em uma ironia burocrática: a área atualmente não conta com nenhum projeto oficial de proteção ambiental ou transformação em parque linear.
Sem o amparo de leis municipais específicas, esse valioso cinturão verde flerta diariamente com o fantasma do abandono e o risco de novas degradações.
Impressionante – E a dimensão da recuperação da floresta se vê do alto, como nessas imagens de drone que fizemos.
De fato, é possível entender o quanto a natureza se regenerou e a mata, quase toda fechada, em sua extensão, impressiona.
A floresta em franco desenvolvimento, vem desde a Rua Marechal Deodoro, Rua Rodésia, Rua Argélia, Japão, Irã, até perto da Rua Costa Rica.
Além de ser um pulmão verde para a região do Jardim das Nações a floresta também é uma proteção efetiva para as margens do Rio Jundiaí.
Agressão – O que pode ser comemorado pela cidade, também é vítima de agressão diária, de pessoas que jogam entulhos, móveis velhos e lixo no seu interior.
Prefeitura – A Secretaria do Meio Ambiente afirma à reportagem que o Jardim das Nações tem várias áreas com fragmentos florestais.
Infelizmente, por eles estarem em um bairro muito urbanizado, é comum eles sofrerem todo tipo de agressão ambiental.
Quanto a políticas de proteção dessas áreas, a Secretaria do Meio Ambiente diz que faz estudos para transformar algumas áreas em Parques Lineares.
Porém, a Prefeitura diz na nota que são “projetos importantes, mas que necessitam de grandes investimentos”.
A respeito do que é feito para proteger ou diminuir a agressão e despejo de entulhos e lixo na área, a Prefeitura não respondeu.
Veja essa reportagem em nosso canal no youtube