Mulher com transtorno fictício e bipolaridade enganou até a família dizendo que tinha câncer

Transtorno Fictício é uma doença psiquiátrica grave
Com transtorno fictício, bipolaridade e depressão, mulher enganou até a família (foto: reprodução internet)

Ela tem depressão e dizia que tinha câncer para “chamar a atenção da família”; ela era capaz de desmaiar, vomitar e ter convulsão

Antes de qualquer coisa: uma pergunta
E se fosse sua mãe?
Uma família do Jardim das Nações tem sofrido há quase 2 anos e, desde o dia 14, a situação ficou muito pior.
Após lutarem quase 2 anos com a mãe dizendo que tinha câncer na garganta, no pulmão e no tórax, o baque: ela não estava doente.
Antes disso, ela simulou por meses e era capaz de voltar do hospital com cateter pelo corpo, perdeu o cabelo, tinha convulsões, desmaiava e perdeu peso.
Enquanto isso, fez vaquinhas online (inclusive nós postamos) pedindo doações para tratamento.
Além disso, usando de seu talento de confeiteira, ela vendia seus doces em um condomínio da cidade, sempre pedindo ajuda para os tratamentos.
Nossa reportagem agradece às pessoas desse condomínio que nos contataram e nos permitiram chegar até a família.
Hoje, dia 16, o pai e os dois filhos nos receberam para mostrar o sofrimento deles também. Agora mais ampliado.
Para a família, cujo marido trabalha à noite e os filhos durante o dia, ela dizia que no tratamento deveria ir sozinha.
À cada pressão maior dos filhos ou do marido, desconversava.
Era comum dizer que o médico estava viajando e o dinheiro era para ajudar no tratamento direto com o médico.
Internada 2 vezes em trinta dias, por estar magra (ela desenvolveu bulimia e anorexia), foi pressionada pelos médicos e não dizia o nome do médico.
Ao dizer que tinha câncer em três partes do corpo, fizeram exame e detectaram que não era verdade.
Questionada, pediu para a filha sair da sala e conversou durante 1 hora com os médicos.
O marido achou que ela iria morrer em breve e implorou para ela explicar tudo; para que se preparasse e, de novo, ela desconversou.
A família critica o hospital por não lhe passar o diagnóstico real, confiando que ela iria dizer.
“Estamos avaliando porque o hospital, nesse e em outros momentos, não nos falou”, disse a filha.
Na quinta-feira, dia 14, a mãe disse à filha que havia sido removida do grupo de whatsapp dos feirantes que atuavam em um condomínio da cidade.
Ela havia ido à feira no dia anterior vender seus itens para arrecadar fundos.
A filha, por ter uma amiga morada lá, questionou e então soube:

“Não aguento mais te esconder. Sua mãe não tem câncer. A gente soube de uma médica que a acompanhou”.

A família foi ao hospital e acolhida por 3 assistentes sociais, soube que ela estava mentindo.
Em casa, apertada pelo marido e filhos, disse que fez isso para chamar a atenção deles e que se arrependia.
Disse que pensava em se matar e viu na remoção do caroço uma forma de “chamar a atenção de todos”.
Nesse mesmo dia, ainda no hospital, um psiquiatra deu o diagnóstico:

“transtorno fictício, ela inventa uma realidade. Depressão e transtorno de bipolaridade”.

Os filhos conseguiram encaminhamento e a mãe foi internada em uma clínica psiquiátrica, por vontade própria, porque seu caso era grave.

Com transtorno fictício, bipolaridade e depressão, mulher enganou até a família
Com transtorno fictício, bipolaridade e depressão, mulher enganou até a família (foto: reprodução internet)

Boletim de Ocorrência

Orientados por advogado, o pai e os filhos abriram um boletim de ocorrência para preservação de direitos.
O marido, abalado e em prantos, diz à nossa reportagem que se sentiu traído duplamente.
Evangélico, sempre confiou no que a mulher dizia, nas fotos que ela mandava do pronto socorro e dizia que era “quimio”.
Ele, hoje, planeja se separar da esposa e diz que a vida será cuidar dos filhos, sem porém, desejar mal a ela, afinal, é mãe dos seus dois filhos.
Os dois filhos, desiludidos com a mãe, com o mau que ela causou às pessoas dizendo-se doente, também se sentiram traídos.
Além da dor da decepção da mãe doente e de seus transtornos mentais, dizem que a incompreensão das pessoas é o que mais dói hoje.
“Tem gente que diz que sabíamos de tudo, que apoiávamos ela. Se coloque no meu lugar de ter que abrir na polícia um boletim contra a própria mãe. Se veja entrando com sua mãe em uma clínica psiquiátrica sem saber quando ela poderá sair dali. Ela não tinha câncer, mas o sofrimento mental dela é real e nós também somos vítimas”, disse a filha, abalada.

 

Para onde ia o dinheiro?

O marido diz que no começo ela disse que o médico ia fazer um tratamento individual que custaria R$ 12 mil as injeções.
Ele o pai deram o dinheiro para ela.
Em março passado ela começou a fazer campanha online e depois vender doces para arrecadar fundos.
“Ela tinha compulsão por compras e ela comprava muitas coisas. Como a gente via os cateteres, o cabelo dela caindo, ela emagrecendo, tendo convulsões, jamais desconfiamos. O único item que preocupava era ela não deixar a gente ir ao médico com ela”, disse o marido.
Os filhos e o pai lamentam o drama causado pela mãe às pessoas, por abusar da fé pública, por mentir para a família e as pessoas.
Orientados por advogado, vão esperar a justiça decidir sobre a conta bancária da pessoa.
E pedem a compreensão de todos.

NOSSA POSIÇÃO

Caberá aos médicos e à Justiça decidir o grau de responsabilidade da mulher que por quase 2 anos enganou a família e as pessoas, com sua doença falsa.
Por respeito ao drama duplo da família, com quem conversamos hoje por horas, vamos preservar o nome deles e da pessoa.
Pedimos às pessoas que, embora tenham o direito de se indignar, respeitem o drama da família, abalados duplamente pela situação médica.
Foram mais de 18 meses com o drama dela se dizendo doente e fisicamente isso era visível.
E agora o drama de saber que era mentira, que era fruto de problemas psiquiátricos graves.

E SE FOSSE SUA MÃE OU SUA ESPOSA?

Buscando na internet informações sobre o Transtorno Fictício, vemos que é uma
“condição psiquiátrica em que uma pessoa falsifica intencionalmente sintomas médicos ou psiquiátricos, ou se faz de doente, sem qualquer motivo externo aparente ou benefício claro”.
A principal motivação é a necessidade psicológica de assumir o papel de doente, buscando atenção, simpatia ou validação.
Essa condição pode levar a autolesões, exames e procedimentos desnecessários e perigosos, prejudicando a saúde do indivíduo.
A medicina diz que esta condição pode ser muito perigosa.
A doença era conhecida como Síndrome de Munchausen.
Este tipo inclui a criação de sinais ou sintomas psicológicos ou físicos que, na verdade, não o afetam.
A pessoa pode inventar uma condição de saúde mental, como esquizofrenia, relatando que ouve vozes.
Alternativamente, pode inventar sintomas físicos, como dor de estômago ou dor no peito.

Transtorno Ficticio e Bipolaridade
Pessoa consegue simular doença para chamar a atenção para si (reprodução)

(fontes:
https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/9832-an-overview-of-factitious-disorders
https://portal.wemeds.com.br/sindrome-de-munchausen/
https://med.estrategia.com/portal/conteudos-gratis/doencas/resumo-de-sindrome-de-munchhausen-diagnostico-tratamento-e-mais/)

Agora clique e veja essa reportagem especial da TV Record sobre a questão

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