
Aquela que deveria ser “a última rua do Nações antes das chácaras”, sofre há anos com o tráfego pesadíssimo diário e acidentes
Há muitos anos, nas décadas de 1980 e 1990, a Rua Japão, no Jardim das Nações, era sempre a última rua antes das chácaras.
Hoje, a via é parte de uma “perimetral” que interliga a Região do Santa Cruz a do Jardim das Nações.
Ela também é via de acesso de centenas de caminhões para empresas locais, para uma extração de minérios e para a barragem futura do ribeirão Piraí.
A Japão também serve de ligação de quem está na Rodovia Dom Gabriel Paulino Couto e quer chegar à SP-75 sem ter que ir em Itu ou em Itupeva.
Resultado: a rua tem tráfego pesado praticamente 24h por dia e é, talvez, a pior via da cidade.
E o que era uma rua “bucólica” de um bairro, hoje é uma via perimetral e, literalmente, azar de quem mora ou tem comércio na via.
Infelizmente temos visto cada vez mais acidentes, cada vez mais feridos e mortos, como o idoso de 61 anos, que faleceu após colidir com um carro, na subida da Japão.
Além de ser uma rua jamais projetada para tanto tráfego, a via sofre com manutenção ruim, com sinalização insuficiente para a demanda e fiscalização falha.
Claro, há também os abusos diários de motoristas que colocam sua vida e a do próximo em risco. Tudo isso porque falta fiscalização.
Lamentavelmente, tudo isso, mesmo com a imprensa bradando, com o povo cobrando, com vereadores cobrando, parece não chegar à mesa da Secretaria da Defesa Social e do Trânsito.
É preciso, caro prefeito Geraldo Garcia e secretário Nicolau Santarém, os senhores ficarem 10 minutos no cruzamento da Rua Japão com a Avenida das Nações Unidas.
Que horas? Entre 7h e 8h da manhã ou entre 17h e 18h30.
Depois, fiquem mais 10 minutos no trecho entre a pré-escola e a Igreja Congregação Cristã e observem.
Também desçam um pouco e tentem cruzar a Rua Japão perto do Supermercado São Roque.
Por último, o desafio será cruzar a Rua Japão perto da Marechal Deodoro. Se de carro e moto ali é complicado, a pé, é quase impossível.
Sugerimos isso para que os senhores possam “sentir na pele” o que os moradores do bairro e os usuários da via, enfrentam diariamente. Mas, por favor, façam isso a pé.
O que fazer? De imediato, recapear toda a via e recuperar a sinalização horizontal e vertical.
Melhorar a iluminação da Rua Japão toda, se possível com luz de led.
A gestão anterior falava de uma rotatória no cruzamento com a Avenida das Nações Unidas. Ali já morreu um colega ciclista e o projeto pode andar.
No cruzamento com a Floriano, além de câmeras para flagrar e multar quem abusa, é preciso implantar um semáforo para pedestres ou uma lombofaixa ou os dois.
Ainda na via, no cruzamento com a Rua Marechal Deodoro é preciso instalar lombofaixa para dar prioridade ao pedestre, iluminar melhor e avaliar tecnicamente se poderá haver semáforo.
Ah! E tem a ponte, que diante de tanto trânsito pesado, corre risco de ruir porque não foi projetada para tanto peso. Suposição do jornalista? Que se apresente laudos atestando a segurança da mesma.

Mas e o dinheiro? Além da verba das multas e parte dos recursos do IPVA, é possível ser audacioso.
Por outro lado, que tal uma conversa com as empresas cujos caminhões transitam por ali e discutir uma parceria? É preciso coragem.
Também, imediatamente, é preciso retomar o projeto da nova via que pode tirar os caminhões da Rua Japão e exigir que sigam sentido Barnabé e depois virem à esquerda, cruzem uma nova ponte sobre o Jundiaí, saiam no Jardim Nair Maria, passem no Jardim dos Ipês, em frente ao futuro condomínio projetado na área e saiam na avenida do Smart City, onde acessarão a Avenida Nações Unidas, perto da Ypê.
Ainda garantimos espaço aberto à prefeitura, ao secretário Nicolau, caso queira se manifestar sobre esse nosso editorial.
Então agora, veja esse vídeo com o tráfego da Rua Japão, no dia 30, às 17h
(Nelson Lisboa – jornalista, morador do Jardim das Nações, motorista, motociclista e saltense)