
Neste artigo dr. Eduardo Lanaro mostra porque o frio pode aumentar em até 30% os casos de infarto
É impressionante, mas o fato real é que temperaturas baixas favorecem picos de pressão arterial, podendo causar acidente vascular cerebral (AVC) e agravar doenças doenças crônicas.
Sendo assim, a realidade é que as temperaturas mais baixas exigem atenção redobrada com a saúde cardiovascular.
Tudo porque o inverno não traz apenas maior incidência de doenças respiratórias, mas também representa um período de maior risco para complicações como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
Além disso, o frio amplia crises hipertensivas e descompensação de doenças crônicas, especialmente entre idosos, hipertensos, diabéticos e pacientes com histórico de problemas cardíacos.
Por outro lado, dados do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) apontam que os casos de infarto podem aumentar em até 30% durante os meses mais frios, enquanto as ocorrências de AVC registram crescimento de até 20%.
Importante dizer que os riscos são maiores quando as temperaturas ficam abaixo dos 14°C.
Também informações do DATASUS, compiladas pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), mostram que o Brasil registrou, em 2025, mais de 346 mil mortes relacionadas a infarto, AVC e insuficiência cardíaca, doenças diretamente associadas à hipertensão arterial.
Sendo assim, o Dr. Eduardo Lanaro, cardiologista do Hospital Amhemed, diz que o frio desencadeia mecanismos naturais de defesa do organismo que acabam exigindo mais do coração e dos vasos sanguíneos.
Ele ainda explica: “o principal mecanismo é a vasoconstrição periférica, em que os vasos se contraem para preservar a temperatura corporal”.
Então “isso aumenta a pressão arterial e faz com que o coração trabalhe mais. Além disso, há maior liberação de hormônios do estresse e o sangue pode se tornar mais viscoso, favorecendo a formação de trombos e aumentando o risco de infarto e AVC”.
Segundo o médico, essas alterações fisiológicas são ainda mais preocupantes em pessoas acima dos 65 anos, que geralmente apresentam menor capacidade de adaptação ao frio.
Ainda essas pessoas convivem com doenças crônicas como hipertensão, diabetes e aterosclerose.
Então ele diz: “os idosos são os mais vulneráveis. O envelhecimento provoca maior rigidez das artérias e reduz a capacidade de resposta do organismo às mudanças de temperatura”.
Essa realidade somada a fatores como pressão alta e diabetes torna o risco de complicações cardiovasculares significativamente maior”.
Confira mais dicas:
O médico diz que além dos efeitos diretos do frio, hábitos comuns do inverno também contribuem para elevar os riscos.
A esse respeito, diz que a redução da prática de exercícios físicos e a menor ingestão de água podem favorecer o aumento da pressão arterial, o descontrole da glicemia e a piora da circulação sanguínea.
Então fica o alerta: “a combinação entre frio e falta de atividade física prejudica o controle da pressão, do colesterol e do diabetes, além de aumentar a inflamação no organismo. O coração perde uma importante proteção proporcionada pelo condicionamento físico”.
Hipertensos e diabéticos precisam de atenção especial
Pacientes com hipertensão arterial devem reforçar os cuidados durante o inverno. Conforme o médico, a vasoconstrição provocada pelo frio se soma ao quadro já existente da doença, favorecendo picos de pressão e aumentando o risco de infarto, AVC, insuficiência cardíaca e até dissecção da aorta.
Entre os pacientes diabéticos, o período também exige vigilância.
Tudo porque alterações hormonais, menor atividade física, desidratação e maior incidência de infecções respiratórias podem dificultar o controle da glicemia.
“O inverno exige monitorização mais frequente da pressão arterial e da glicose, além da manutenção rigorosa das medicações. Hidratação adequada, alimentação equilibrada e vacinação em dia são medidas fundamentais para proteger o sistema cardiovascular”
Sintomas não devem ser ignorados
Dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio intenso, tontura, palpitações, náuseas e sintomas neurológicos, como dificuldade para falar, perda de força em um dos lados do corpo ou assimetria facial, são sinais de alerta que exigem atendimento médico imediato.
Então se liga: “tempo é músculo cardíaco e neurônio cerebral. Não vale a pena esperar os sintomas passarem”.
Ainda diz que é “mlhor procurar atendimento e descartar uma situação grave do que perder a oportunidade de tratar um infarto ou um AVC em tempo”.