Associação Entrelaços divulga nota de repúdio ao vereador Antonio Moreira

Vereador disse que no Brasil pode tudo até homem dizer que é mulher
Entidade diz que falas do vereador não ajudam a enfrentar o preconceito e a violência e cobra providências da Câmara (A.I.Câm)

Vereador disse na Câmara que no Brasil tudo é permitido “até homem dizer que é mulher”

A Associação Entrelaços, realizadora da Semana da Diversidade e Parada do Orgulho LGBT+ de Salto, em nota pública, repudia declaração feita pelo vereador Antonio Moreira, na Câmara, na terça-feira, de que no Brasil “se pode tudo, até homem dizer que é mulher”.
A frase, dita no contexto da advertência recebida por ele em procedimento disciplinar, segundo a entidade, “reproduz um discurso historicamente utilizado para deslegitimar e ridicularizar pessoas trans, negando a legitimidade de suas identidades e reforçando estigmas que alimentam discriminação, violência e exclusão social”.
Também na nota, a entidade lembra ao vereador que “identidade de gênero é reconhecida como dimensão fundamental da dignidade da pessoa humana”.
Ainda reforça que esse princípio é consagrado pela Constituição Federal e reiterado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
Para a entidade, quando representantes eleitos utilizam a tribuna pública para reduzir a existência de pessoas trans a uma caricatura, não estão apenas emitindo uma opinião pessoal: estão contribuindo para a reprodução de um ambiente social hostil, que tem colocado essa população, diariamente, entre as mais vulneráveis à violência e à marginalização.
Para a Entrelaços, o reconhecimento da dignidade e da identidade das pessoas trans não é privilégio, concessão ou “excesso de liberdade”, é expressão elementar dos direitos humanos e da cidadania.
A entidade ainda pede que a Câmara Municipal de Salto tome as medidas para apurar e combater a reiteração de condutas como esta.
Outro lado – Antonio Moreira, procurado pela reportagem do Blog do Nelson Lisboa, afirma que é a favor de políticas públicas para a comunidade LGBT em geral, porém, diz que não dá para nivelar ou igualar uma pessoa trans a uma mulher, conforme definido na Bíblia e pela Ciência.
Também acrescenta que a “comunidade trans precisa de atenção, cuidados, mas sem usá-la como material de politica. Sou a favor da comunidade trans ter um médico e enfermeiro para cuidar deles que sofrem principalmente na questão harmonização”, finalizou.
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